HISTÓRIA DA GALERIA OUVIDOR
Galeria Ouvidor, uma cidade dentro da nossa cidade!
Imagine um local onde você pode reformar e comprar roupas, jóias, óculos, tênis, objetos de arte, cabelos, fazer curso de artesanato e informática e ainda adquirir um bilhete de loteria ou colocar uma carta nos correios.
Se um shopping veio à sua cabeça, você quase acertou. Precursora dos grandes centros de compras da cidade, a Galeria Ouvidor continua firme no propósito de ser “ uma cidade dentro da nossa cidade”, bem no coração de Belo Horizonte.
Criada em 1964, a Galeria mobilizou as alas mais abastadas do município. A iniciativa foi das famílias Mancini e Mohamed, Hardi, Farah, Morici, DE Marco, Xavier, Moura e Machado Mourão e de vários empresários que exerceram grande influência na história da capital mineira.
Localizada em um lugar privilegiado no centro de Belo Horizonte, e com acesso pelas ruas São Paulo e Curitiba, no terreno onde hoje se encontra edificada a Galeria Ouvidor existiu o tradicional Hotel Globo, que foi demolido para que a construção do centro comercial se tornasse realidade. A família Kubitschek cedeu um terreno de sua propriedade, localizado ao lado da área do hotel para aumentar a área destinada à construção.
O nome do centro comercial teve a inspiração da Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, movimentada via comercial, que por sua vez homenageava um personagem existente na época do Império. Nomeado pelo imperador com a função de ouvir do povo as reivindicações dos dirigentes imperiais.
Primeiro grande centro comercial da cidade, a Galeria Ouvidor foi durante anos a principal referência para os consumidores de Belo Horizonte. Sua estréia não foi das mais felizes, pois foi inaugurada em março de l964, a poucos dias do golpe militar que jogaria o país nas trevas por mais de 20 anos. Mas o lugar passou incólume pelo período e com o passar do tempo, se fortaleceu.
Escadas rolantes, meios de diversão
Já nos seus primeiros anos, a Galeria Ouvidor marcou época. Nos anos 60, foi o primeiro lugar em Belo Horizonte a instalar escadas rolantes, novidade que foi capaz de causar uma admiração quase infanto-juvenil. Formavam-se romarias, principalmente de pessoas de cidades do interior só para vê-la. Para muitos, andar de escada rolante virou um programa.
As escadas rolantes eram o principal motivo para as visitas à Galeria na década de 60. “As pessoas se encontravam aqui e ficavam subindo e descendo as escadas rolantes. Essa era a principal diversão daquela época”. Comenta um antigo freqüentador.
Durante cerca de 10 anos a Galeria Ouvidor foi sinônimo de alfaiataria, as confecções por encomenda.
Na década de 80, no entanto, os importados chegaram ao local. A partir da década de 90 os carros chefes foram os produtos de prata e as lojas com artigos de bijouteria.
Atualmente, tudo faz sucesso no lugar. Os consumidores, vem em busca de encontrar variedade e tudo a preços acessíveis e com qualidade e segurança. A Galeria Ouvidor é citada como o segundo ponto de referência da cidade, perdendo apenas para o Mercado Central.
Há quem diga que o principal patrimônio da Galeria Ouvidor é o humano. Quase todos os funcionários se conhecem há anos e existe um clima de camaradagem e companheirismo naqueles que se encontram todos os dias. É possível dizer que a “Família Ouvidor” é bem numnerosa.
Primeiro salão unissex da cidade
Um dos comerciantes que está a mais tempo no local é o cabeleireiro Nero Almeida, responsável pelo primeiro salão de beleza unissex da cidade.
Pelos serviços prestados à capital, Nero, que é natural de São João Del Rey, recebeu o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte em agosto de 2008. Segundo ele, o salão aberto em 1969 fez sucesso ao revolucionar um mercado ávido por inovações.
“Não teve rejeição, a aceitação foi muito boa, pois desse jeito é muito mais prático. Foi bom para todo mundo”. Conta Nero. De acordo com ele, o comércio no local foi cíclico, mas o público sempre fiel.
Alguns dos clientes procuram o local há mais de 30 anos. E ele não pensa em sair da Galeria Ouvidor.
Aqui têm público de A à Z e o movimento continua bom. Em time que esta ganhando não se mexe, diz, Satisfeito.
A Galeria Ouvidor já viveu diversas fases distintas, uma delas foi quando a parte comercial foi inaugurada com os quatro primeiros pisos para o comércio e o terceiro e quarto andares eram somente escritórios e salas. Com a evolução do comércio e a demanda dos clientes, as salas hoje, quase na sua totalidade, são lojas comerciais.
O presente e o futuro
Hoje a qualquer hora do dia, o movimento nos corredores e nas lojas é sempre grande: uma verdadeira multidão entra e sai, sobe e desce escadas à procura de novidades.
Atualmente a Galeria Ouvidor figura como um “point” de artigos para fabricação de bijuterias, joalheiras, artesanatos, livrarias, vestuário, cabelos, embalagens, prestação de serviço, que podem ser encontrados nos seis pavimentos, nos quais se distribuem os pontos comerciais.
São 351 unidades, com um total de 244 lojas e aproximadamente 1.500 funcionários e recebe cerca de 40 a 45 mil pessoas por dia.
A Galeria é palco freqüente das campanhas políticas, quando os candidatos fazem questão de mostrar que conhecem o legado do prédio, como o prefeito Marcio Lacerda.
Através da sua atual administração, a Galeria Ouvidor vem se adaptando aos novos tempos, buscando manter e ampliar sua clientela.
Em 2011 foi desenvolvida a primeira Logomarca Oficial da sua história, criada pelo Publicitário Senio Pereira Campos e Gerente do Site Oficial: WWW.GALERIAOUVIDORBH.COM.BR
E a história da Galeria Ouvidor continua, faça parte dela!
Sejam bem vindos!